quarta-feira, 30 de setembro de 2015





" PRIMAVERA "


É Primavera, e as flores estão sorrindo.
Num colorido mágico e inebriante.
Beija-flores lindos por aí voando,
Polinizando a vida em voares elegantes.
O ar já está ameno e cheiroso.
Numa mistura de aromas doces... Flores...
É primavera, é tudo encanto.

Após o inverno pássaros gorjeiam alegremente.
Convidando casais ao namoro.
Que de mãos dadas passeiam em parques.
Aproveitam a relva deliciando-se em beijos.
Todo mundo está mais contente.
Ao redor tudo está brilhando.
És Primavera, tempo de felicidade, flores...






terça-feira, 18 de novembro de 2014


" TENTAR DE NOVO "


O meu colchão está tão frio.
Sem ao meu lado o teu corpo a me aquecer.
Sobre o criado-mudo o copo vazio.
Revela o porre que acompanha o meu sofrer.
No cinzeiro o cigarro aceso.
Também me ajuda a tentar lhe esquecer.
Só não sei se consigo... Não sei se consigo...

Se eu não ficar louco.
Talvez arrume um novo alguém para amar.
Embora demore um pouco.
Primeiro é preciso o fim do meu chorar.
Estar novamente com o peito aberto.
Completamente disposto a me entregar.
A uma nova paixão... E tentar de novo...





sexta-feira, 3 de outubro de 2014




" MINHA NAU "


Estendo a vela, o vento sopra.
Pra águas tenras, mais cristalinas.
Minha nau não mais chacoalha.
As ondas estão mais brandas.
No horizonte resplandece beleza.
O crepúsculo me chama.
Estendo a vela, o vento sopra.
Navego em busco de aventura.
De um pouco mais de lisura...
Quero romper mares de alegria.
Afogar indícios de melancolia.
Conhecer sereias, piratas.
Explorar pratas e latas.
Sou comandante sem regras.
No leme de oportunidades vindouras.
Estendo a vela, o vento sopra.
Não mareio com o balanço da vida.
A estibordo esperança, a bombordo perseverança.
Sem rota, sem bússola.
Carregado por sonhos, e expectativas...






" QUE COISA "

Escrever é uma coisa difícil, quando sentamos vêm tantas coisas à mente...
É coisa de amor, coisa de dor, coisas que o pessoal conta; qualquer coisa inspira, mas também dificulta quando não se tem o dom pra coisa.
Para quem não sabe das coisas, a coisa fica preta, aí a pessoa começa a falar de qualquer coisa, achando que o leitor vai querer uma coisa mal feita.
Coisa linda é quando pegamos um texto bem escrito, as coisas todas encaixadinhas, numa coisa coerente... Coisa bem feita é outra coisa, dá até uma coisa dentro da gente, um ardor, uma lembrança...
E é bom lermos, faz nos esquecermos das coisas que nos ocorrem dia a dia, deixando nosso dia-a-dia uma coisa louca, afinal, a vida é uma coisa louca. Mas também uma coisa gostosa, repleta de coisas que nos fazem sonhar...
Alguns sonham com coisas pequenas, outros com coisas extravagantes, mas se tem uma coisa que é unânime, é o sonho... Por ele não pagamos coisa alguma, muitos deles não vendemos por coisa alguma, embora, como andam as coisas, hoje em dia é bem capaz de estarem vendendo até sonhos, ou pirateando, pois nos hodiernos dias o povo copia qualquer coisa; não que a coisa fique perfeita, mas parecida a coisa fica.
É tanta coisa que podemos dizer com coisa... Ainda mais com os valores corrompidos: coisa é coisa, objeto é coisa, animal é coisa, Deus também é coisa, sentimento é uma coisa boa, e gente cada vez mais é coisa... A coisa é meio difícil, mas aos poucos pega-se o jeito da coisa. Aprende uma coisa aqui, outra ali, e de coisa em coisa a coisa anda.
É certo que ora ou outra a coisa enrosca, sempre alguma coisa aparece como obstáculo, e coisa ruim é você não saber do que se trata a coisa... É foda...
Há milhares de coisas que nos caem aos olhos... É coisa que fere, que engana... As coisas nem sempre tomam o rumo que queremos, a coisa é louca, como eu disse lá em cima.
Mas a coisa não pode parar, mexe uma coisa aqui, outra ali... Acho que também já disse essa coisa ali em cima. Só que, deixa pra lá, senão a coisa empaca. Chacoalha a coisa e vê no que dá...
Mas voltemos à coisa da qual eu falava, ou coisas, sei lá, essa coisa aí... Que serve como curinga na língua, que também é uma coisa bem complexa, não como essas coisas que os gramáticos impõem, mas no fundo da coisa mesmo... Falava eu de tudo, de qualquer coisa, afinal, falava eu de coisa...
Ah, ah, ah... Vocês devem estar pensando que eu fumei ou cheirei alguma coisa, mas não! Coisa alguma ilícita há hoje em meu sangue. Essas coisas hoje em dia me tiram do real... Uma coisa é você ter vinte anos, outra é ter trinta e não estar lá essas coisas.
Mas por que eu estava falando dessas coisas mesmo? Nossa... Será que eu fumei mesmo alguma coisa e não sei? Que coisa maluca...
Será que me deram alguma coisa para beber, daquelas coisas que você bebe e acorda ardendo? Sem dinheiro, sem rumo, sem coisa alguma para contar, afinal, tem dia que a coisa endoida e a gente não se lembra de coisa nenhuma, e a melhor coisa é ir embora...
Bom... Já falei coisa demais, mas falar de coisa é coisa extensa... Qualquer coisa me liguem... Até mais...